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O Projeto Bahia Band se desenvolveu depois da minha visita
a Salvador/BA vária vezes durante a gravação
e mixagem do projeto "Speak in Tones" (Fala em
tons) "Subaro" (2003 - 2004). Eu me apaixonei
pelo povo e a sua música.
Esse grupo é basicamente a continuação
do que eu já vinha desenvolvendo ao longo dos anos,
com músicos como Graham Haynes, Brice Wassy, Cheick
Tidiane Seck, Antoine Roney, Steve Coleman, Lonnie Plaxico,
Santi DiBriano, Gonzalo Rubalcaba, Roy Hardgrove, Wallace
Roney, Leon Parker, Sam Newsome, Cassandra Wilson, Gino
Sitson, Elizabeth Kotomonou, Daniel Moreno and Jorge Amorim
por mais de 15 anos. Alguma coisa que gosto de chamar de
"World Jazz" (Mundo do Jazz). Esse não
é um novo conceito musical ou de grupos musicais
como Weather Report, Mwandishi, Codona*, Hermeto Pascoal,
Okay Temiz, Don Cherry, Ornette Coleman, Wayne Shorter,
Dizzy Gillespie, Ray Barretto, Mongo Santamaria, Eddie Palmieri,
Jerry Gonzalez e de Miles Davis e suas bandas elétricas.
E muitos outros grupos que nos deram uma grande influência
para a continuação de uma grande inspiração.
Eles foram os verdadeiros inovadores.
Todo mundo fala sobre "World Music" nesses dias,
podendo significar qualquer coisa da garganta siberiana
para a música Afro-Brasileira e tudo ao mesmo tempo;
que para mim significa a consciência da música
folclórica universal.
"JAZZ" é uma palavra que na minha opnião
fundamentalmente significa improvisação, e
mais especificamente improvisação criada da
tradição da música Afro-Norteamericana.
É claro que existem muitas outras grandes tradições
de improvisações como o flamenco e a música
da Índia. Na qual também fazem parte das minhas
influências.
Todas as combinações e influências lideram
texturas sonoras e sabores de inspirações
nos dando uma impressão de territórios sem
fim de possibilidades "multi culti" (multi-cultural)
assim podendo desenvolver uma voz original.
"World Jazz" não é uma tradição
ou classificação de um gênero musical,
mas sim a definição de uma mistura de diversas
tradições musicais.
Esteticamente falando, a percussão é a parte
integral e igual da música, justamente com a harmonia
e a melodia. Não é somente uma ornamentação
ou a parte dos fundos. É claro que esse projeto tem
um sabor distinto baiano orgânico baseado de quatro
percussionistas adicionando mais um baterista e de fato
todos os músicos natos de Salvador. Nesse projeto
usamos duas guitarras em vez do teclado, dando assim mais
uma vez uma ênfase de aspecto musical retífica
e orgânico. No contexto do grupo eu diria que os metais
são como o glacê do bolo, apontando a música
com fortes solos de linguagem musical e um simples material
temático.
Um sincero agradecimento ao multi-instrumentista Bira Reis,
que me introduziu a todos esses músicos da cidade
de Salvador-BA, e que contribuiu com o seu extraordinário
conceito musical para esse projeto. Mou e Jorge Brasil continuam
encorajando esse projeto crucialmente para o desenvolvimento
dessa banda.
- Mike Ellis
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